A situação hídrica em Manaus se torna cada vez mais preocupante. O nível do Rio Negro, um dos principais rios da Amazônia, caiu mais de cinco metros apenas no mês de setembro, alcançando a marca alarmante de 14,30 metros. Essa queda representa uma média de 23 centímetros por dia, agravando os impactos da seca que afeta a região.
Segundo a Defesa Civil, o nível atual do rio está a menos de dois metros da cota mínima registrada em 2023, que foi de 12,70 metros — a menor já documentada. A falta de chuvas e a seca prolongada têm gerado essa crise, levando a capital a declarar estado de emergência por 180 dias.
A redução drástica do nível do Rio Negro traz consequências diretas para a população local. Comunidades ribeirinhas enfrentam dificuldades no acesso à água potável e no transporte fluvial, essencial para a movimentação de pessoas e mercadorias. Além disso, a pesca, uma das principais atividades econômicas da região, sofre com a diminuição dos recursos hídricos.
A Defesa Civil está monitorando a situação e implementando medidas de emergência para mitigar os impactos. No entanto, especialistas alertam que a continuidade da estiagem pode levar a um colapso ainda maior nas atividades econômicas e à degradação do meio ambiente.




