TSE dá 24 horas para Meta apresentar informações sobre igualdade entre campanhas

Tribunal cobra esclarecimentos sobre a distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais nas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp. Em caso de descumprimento, multa diária pode chegar a R$ 1 milhão.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, apresente informações e comprove o cumprimento das determinações judiciais sobre tratamento igualitário às campanhas que disputam o segundo turno da eleição presidencial de 2026.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (19 de outubro), após o tribunal considerar insuficientes as informações apresentadas anteriormente pela empresa. A determinação busca esclarecer como as plataformas distribuem conteúdos políticos, recomendam publicações e veiculam anúncios relacionados às candidaturas.

O que o TSE quer esclarecer?

Entre os pontos solicitados à Meta estão:

  • O funcionamento dos sistemas de recomendação de publicações nas plataformas;
  • Dados sobre o alcance dos anúncios relacionados às duas candidaturas;
  • Informações sobre possíveis redes de perfis inautênticos;
  • Esclarecimentos sobre conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial que precisam ser identificados.

O tribunal também determinou que a empresa adote medidas para impedir ações que favoreçam ou prejudiquem artificialmente a divulgação de conteúdos de qualquer uma das campanhas.

Multa pode chegar a R$ 1 milhão por dia

A decisão prevê o aumento da multa diária de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso a Meta não comprove o cumprimento das determinações dentro do prazo estabelecido.

A discussão chegou à Justiça Eleitoral após reclamações das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno.

A campanha de Lula alegou que conteúdos relacionados ao seu grupo político estariam sofrendo restrições de alcance. Já a campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou reclamações sobre o tratamento recebido nas plataformas.

As alegações estão sendo analisadas no âmbito judicial e não representam, por si só, uma conclusão definitiva de que houve favorecimento intencional por parte da empresa.

O que diz a Meta?

Em manifestação divulgada sobre o caso, a Meta informou que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles por suas ferramentas, além de adotar medidas adicionais para restringir esse tipo de resultado.

A empresa também atribuiu problemas identificados anteriormente a questões técnicas. O TSE, por sua vez, solicitou informações mais detalhadas para verificar se as determinações foram efetivamente cumpridas.

O caso ocorre durante a reta final do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25 de outubro), e envolve a aplicação das regras eleitorais às ferramentas digitais utilizadas pelos eleitores.

Fonte: Agência Brasil, com informações sobre decisão do Tribunal Superior Eleitoral.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *